Herdeiros e autores: liderança, consciência e o espaço entre aquilo que recebemos e aquilo que escolhemos

Ao longo dos anos, trabalhando com líderes de diferentes culturas, organizações e momentos de carreira, uma pergunta começou a aparecer com cada vez mais força para mim: quanto daquilo que chamamos de escolha é, de fato, uma escolha consciente?

É uma pergunta que ultrapassa a liderança.

Ela toca o desenvolvimento humano.

Quando observamos uma decisão tomada por um executivo, é relativamente fácil analisá-la depois: havia informações disponíveis, alternativas possíveis, riscos conhecidos e consequências previsíveis. Mas quem trabalha de perto com pessoas percebe rapidamente que uma decisão nunca nasce apenas de uma planilha, de uma estratégia ou de um processo racional.

Quem decide é uma pessoa.

E essa pessoa chega àquele momento carregando uma história.

Carrega experiências, educação, cultura, relações familiares, sucessos, fracassos, medos, necessidades, memórias, crenças e maneiras de interpretar o mundo. Carrega também processos dos quais nem sempre tem consciência.

Por isso, talvez uma das questões mais importantes no desenvolvimento de uma liderança seja reconhecer que não decidimos apenas a partir da realidade que está diante de nós. Decidimos também a partir da realidade que existe dentro de nós.

Da Grécia antiga à sala de reuniões

Curiosamente, essa preocupação com os limites humanos não é nova.

Os gregos antigos utilizavam a palavra hubris para descrever uma espécie de desmedida: o momento em que alguém, tomado pelo poder, pelo orgulho ou pela própria certeza, ultrapassava os limites que deveria reconhecer.

Na narrativa grega, a hubris frequentemente encontrava a nêmesis: a consequência que restabelecia a medida perdida.

Não precisamos interpretar isso literalmente como uma força sobrenatural. Podemos lê-lo também como uma poderosa metáfora sobre comportamento humano.

Quantas vezes encontramos, nas organizações, líderes cuja trajetória de sucesso começa justamente a diminuir sua capacidade de questionar a si mesmos?

A experiência que antes lhes proporcionava segurança começa a produzir certeza excessiva. A confiança transforma-se em convicção. A convicção, em fechamento. E aquilo que construiu o sucesso de ontem passa silenciosamente a limitar as decisões de amanhã.

Talvez exista aí uma forma contemporânea de hubris.

Acreditar que, por termos chegado até determinado lugar, compreendemos necessariamente tudo aquilo que nos trouxe até lá.

E, principalmente, acreditar que compreendemos perfeitamente por que fazemos o que fazemos.

Do outro lado do mundo: ação e consequência

Em uma tradição completamente diferente, desenvolvida na Índia antiga, encontramos outra ideia fascinante: karma.

É importante não reduzir karma à versão popular de “fez algo ruim, algo ruim acontecerá”. Sua história filosófica é muito mais complexa.

Em termos amplos, karma está ligado à ação e às consequências produzidas pelas ações.

Há aqui uma ideia que considero particularmente relevante para o desenvolvimento humano: aquilo que fazemos repetidamente cria continuidade.

Repetimos comportamentos.

Comportamentos constroem padrões.

Padrões produzem consequências.

E consequências tornam-se parte do ambiente no qual tomaremos nossas próximas decisões.

Não estou propondo uma equivalência entre o pensamento grego e as tradições indianas. São culturas, cosmologias e sistemas filosóficos profundamente diferentes.

Mas existe algo intelectualmente provocador no fato de que, em períodos relativamente próximos da história humana, sociedades muito distantes começaram a refletir sobre perguntas semelhantes:

O que acontece quando ultrapassamos a medida?

O que nossas ações produzem?

Até que ponto somos livres?

E o que significa conhecer a si mesmo?

A ilusão da escolha puramente racional

Séculos depois, psicologia, neurociência e ciências comportamentais acrescentaram novas camadas a essas perguntas.

Hoje sabemos que a ideia do ser humano completamente racional é insuficiente para explicar nosso comportamento.

Decidimos através de atalhos mentais.

Somos influenciados por vieses cognitivos.

Interpretamos acontecimentos utilizando experiências anteriores.

Respondemos emocionalmente antes mesmo de formularmos explicações sofisticadas para aquilo que sentimos.

E existe ainda uma dimensão frequentemente negligenciada no mundo corporativo: o corpo participa da decisão.

A mente não chega sozinha à reunião.

Chegam também as horas de sono daquela noite, o nível de estresse acumulado, a sensação de segurança ou ameaça, o cansaço, a alimentação, o estado de alerta do organismo.

Corpo e mente não são dois sistemas independentes negociando entre si.

Somos um organismo integrado.

A mesma conversa pode ser interpretada de maneiras completamente diferentes dependendo do estado interno de quem a recebe.

Aquilo que às nove da manhã parece uma crítica construtiva pode, ao final de um dia de pressão, ser percebido como uma ameaça.

Por isso, falar de liderança sem falar de autorregulação é tratar apenas uma parte do fenômeno.

Inteligência emocional não é apenas controlar emoções

É aqui que a inteligência emocional ganha uma dimensão muito mais interessante.

Às vezes ela é apresentada de forma excessivamente simplificada: reconhecer emoções, manter a calma, demonstrar empatia.

Tudo isso importa.

Mas inteligência emocional, para mim, começa um pouco antes.

Começa na capacidade de perceber o que está acontecendo dentro de nós enquanto estamos interpretando o que acontece fora de nós.

O que essa situação despertou em mim?

Por que determinada pessoa me provoca uma reação tão intensa?

Estou respondendo ao acontecimento presente ou a algo que ele representa para mim?

Estou ouvindo o outro ou preparando minha defesa?

Estou tomando uma decisão ou reagindo a uma ameaça?

Essas perguntas criam uma pequena distância entre estímulo e resposta.

E talvez seja justamente nesse espaço que uma parte importante da liderança aconteça.

Porque liderança não exige ausência de emoção.

Exige capacidade de reconhecer a emoção antes que ela se transforme silenciosamente em decisão.

Nós não começamos conosco

Existe ainda outra camada.

Nenhum de nós começa do zero.

Entramos no mundo dentro de famílias, culturas e sociedades que já possuem maneiras estabelecidas de lidar com autoridade, conflito, vulnerabilidade, afeto, medo, sucesso e fracasso.

Aprendemos observando.

Aprendemos pelo que nos disseram.

E aprendemos também pelo que nunca pôde ser dito.

Determinados padrões atravessam gerações não necessariamente porque exista uma transmissão consciente, mas porque comportamentos, silêncios, expectativas e formas de relacionamento são reproduzidos.

Uma geração ensina a seguinte a sobreviver ao mundo que conheceu.

O problema é que o mundo muda.

Estratégias de proteção que fizeram sentido em determinado contexto podem tornar-se limitações em outro.

Uma organização pode reproduzir algo semelhante.

Culturas corporativas também possuem memórias.

“Foi sempre assim.”

“Aqui funciona desse jeito.”

“Você precisa ser duro para liderar.”

“Demonstrar dúvida é sinal de fraqueza.”

Frases aparentemente pequenas podem transportar modelos inteiros de liderança de uma geração de gestores para outra.

É assim que organizações também desenvolvem seus próprios padrões inconscientes.

Somos herdeiros, mas também autores

Essa talvez seja, para mim, uma das ideias mais importantes do desenvolvimento pessoal.

Somos resultado daquilo que recebemos, mas não precisamos ser apenas repetidores daquilo que recebemos.

Somos herdeiros.

Mas também podemos nos tornar autores.

Autoria, nesse contexto, não significa imaginar que controlamos tudo.

Seria outra forma de hubris.

Não escolhemos nossa origem.

Não escolhemos muitas das experiências que nos formaram.

Não controlamos todas as circunstâncias.

E jamais teremos consciência completa de tudo aquilo que influencia nossas decisões.

Mas podemos ampliar nossa consciência.

Podemos reconhecer padrões.

Podemos interromper automatismos.

Podemos decidir que determinadas maneiras de agir terminam conosco.

E podemos escolher conscientemente aquilo que desejamos transmitir.

Talvez uma das perguntas mais poderosas que um líder possa fazer seja:

O que recebi, o que estou repetindo e o que escolho não passar adiante?

Liderança como processo contínuo

Depois de acompanhar líderes durante tantos processos de mudança, passei a olhar o desenvolvimento menos como aquisição de competências e mais como expansão de consciência.

Competências continuam sendo necessárias.

Estratégia continua sendo necessária.

Conhecimento técnico continua sendo necessário.

Mas existe um limite para aquilo que ferramentas externas conseguem transformar quando padrões internos permanecem invisíveis.

É possível ensinar alguém a conduzir uma conversa difícil.

Outra coisa é ajudá-lo a compreender por que evita determinadas conversas.

Podemos ensinar técnicas de delegação.

Mas talvez seja necessário compreender por que aquela pessoa associa controle a segurança.

Podemos ensinar comunicação.

Mas antes talvez seja preciso perceber por que ouvir uma opinião divergente é experimentado internamente como ameaça.

O trabalho de desenvolvimento começa, muitas vezes, quando deixamos de perguntar apenas “o que devo fazer?” e começamos a perguntar “o que em mim está fazendo com que eu responda dessa maneira?”

E então chegamos ao nosso tempo

Há algo extraordinário no momento histórico em que vivemos.

Nunca tivemos acesso tão rápido a tanto conhecimento.

Textos que durante séculos estiveram restritos a bibliotecas, universidades ou pequenos círculos intelectuais hoje podem ser consultados em segundos.

Podemos atravessar, em uma mesma reflexão, a Grécia antiga, as Upanishads indianas, a psicologia, a neurociência, a teoria da liderança e nossas próprias experiências profissionais.

E agora acrescentamos uma nova ferramenta a esse processo: a inteligência artificial.

Este próprio artigo nasceu, em parte, de uma conversa.

Não de uma máquina entregando uma conclusão pronta, mas de perguntas que provocaram outras perguntas.

Usei a inteligência artificial para organizar referências, confrontar conceitos, aproximar ideias e catalisar um pensamento que vinha sendo construído a partir da minha própria experiência com pessoas e lideranças.

É justamente aí que vejo uma das possibilidades mais interessantes dessa tecnologia.

Não pensar por nós.

Mas nos ajudar a pensar melhor.

A qualidade da resposta continuará dependendo, em grande medida, da qualidade da pergunta.

E nenhuma tecnologia substituirá aquilo que talvez continue sendo o trabalho humano mais difícil:

olhar para dentro.

A pergunta permanece

Talvez os gregos tenham chamado parte disso de hubris e nêmesis.

Talvez as tradições indianas tenham encontrado no karma outra maneira de pensar ação e consequência.

A psicologia trouxe o inconsciente.

As ciências comportamentais mostraram nossos vieses.

A inteligência emocional colocou atenção sobre aquilo que sentimos.

A fisiologia nos lembra que pensamos também através de um corpo.

E a história familiar e cultural nos mostra que carregamos muito mais passado do que imaginamos.

Mas, depois de todas essas teorias, talvez a pergunta fundamental continue surpreendentemente simples:

quanto da minha maneira de liderar é uma escolha — e quanto ainda é uma repetição?

Não acredito que desenvolvimento pessoal signifique alcançar um estado definitivo de consciência.

Talvez seja exatamente o contrário.

É perceber que nunca terminamos.

Somos um processo.

Recebemos.

Interpretamos.

Repetimos.

Questionamos.

Mudamos.

E transmitimos.

Somos consequência de histórias que começaram antes de nós e, ao mesmo tempo, participamos da construção das histórias que continuarão depois de nós.

Entre essas duas dimensões existe um pequeno espaço.

O espaço da consciência.

E talvez seja justamente ali que começa a verdadeira liderança.

Liderança Digital e Inteligência Artificial: Superando o Ego e Enfrentando Desafios na Era da Transformação

Na era da transformação digital, dominar conceitos e técnicas digitais, analisar dados e incorporar a inteligência artificial (IA) são competências essenciais para líderes que desejam se destacar. No entanto, muitos enfrentam desafios não apenas técnicos, mas também psicológicos, como o impacto do ego, que limita sua capacidade de adaptação.

Este artigo explora como líderes podem superar essas barreiras internas e adotar a IA como um aliado estratégico, em vez de vê-la como uma ameaça ao seu papel na organização.

O Ego, a Inteligência Artificial e a Resistência à Mudança

O ego, parte central da identidade de um líder, pode atuar como um obstáculo ao progresso quando reforça uma visão rígida e ultrapassada. Isso se torna evidente ao abordar a integração da inteligência artificial nos negócios.

Os principais reflexos do ego na adoção da IA incluem:

  • Medo de ser substituído: Muitos líderes interpretam a IA como uma ameaça à sua relevância, acreditando que a tecnologia pode desvalorizar suas habilidades humanas.
  • Relutância em delegar decisões: A ideia de confiar em algoritmos para apoiar ou até tomar decisões é vista por alguns como uma perda de controle.
  • Subestimação da IA: O preconceito de que a IA é apenas mais uma “tendência tecnológica” faz com que líderes ignorem seu potencial transformador.

Por exemplo, um executivo de marketing resistiu a implementar ferramentas de IA para análise preditiva, preferindo confiar em suas próprias “intuições” baseadas em anos de experiência. No entanto, isso o levou a perder oportunidades que a tecnologia poderia ter identificado rapidamente.


A Inteligência Artificial como Aliada na Liderança

Para liderar de forma eficaz em um mundo onde a IA é uma força emergente, os líderes precisam mudar sua perspectiva e entender que:

  1. A IA potencializa, não substitui:
    • A tecnologia é uma ferramenta para complementar a criatividade, visão estratégica e empatia humanas.
    • Líderes que utilizam IA ganham tempo para se concentrar em aspectos mais estratégicos e humanos da liderança.
  2. A IA exige novos níveis de conhecimento:
    • É essencial que líderes compreendam como funcionam os algoritmos, como os dados são processados e os limites da tecnologia.
    • Dominar esses conceitos permite que o líder questione, interprete e valide os insights gerados pela IA.
  3. A IA promove decisões baseadas em dados:
    • Ferramentas de IA eliminam vieses humanos, fornecendo análises objetivas para decisões mais assertivas.
    • Líderes que adotam IA não apenas melhoram a eficiência, mas também constroem vantagem competitiva.

Superando as Barreiras Internas

A integração da IA exige que os líderes enfrentem suas próprias limitações e estejam abertos ao aprendizado contínuo. Para isso:

  1. Adote uma mentalidade de parceria com a IA:
    • Reconheça que o sucesso não está em competir com a tecnologia, mas em usá-la para potencializar suas habilidades humanas.
    • Encare a IA como uma ferramenta que amplia sua visão, ajudando a prever tendências e antecipar problemas.
  2. Abrace o aprendizado contínuo:
    • Líderes precisam desenvolver fluência digital e tecnológica para liderar com confiança em um ambiente impulsionado pela IA.
    • Participar de treinamentos e buscar consultoria sobre IA é um investimento essencial para se manter relevante.
  3. Construa equipes híbridas:
    • Equipes que combinam habilidades humanas com ferramentas tecnológicas tendem a ser mais inovadoras e eficazes.
    • Incentivar sua equipe a usar IA no dia a dia promove uma cultura de adaptação e evolução.

A Inteligência Artificial como Diferencial Estratégico

Líderes que integram IA em suas decisões estratégicas estão melhor posicionados para:

  • Analisar grandes volumes de dados em tempo real: Identificar padrões e tendências que seriam impossíveis de perceber manualmente.
  • Automatizar processos rotineiros: Liberar recursos humanos para focar em criatividade e inovação.
  • Personalizar soluções: Com a IA, é possível entender profundamente os clientes e oferecer soluções customizadas.

Por exemplo, um CEO que implementou IA em sua cadeia de suprimentos conseguiu reduzir custos em 20% e antecipar problemas logísticos, reforçando sua posição no mercado.


A Liderança Digital e a Escada Cognitiva

As estratégias digitais e o uso da IA devem ser vistos como uma escada de crescimento contínuo. Cada degrau representa avanços em compreensão, eficiência e inovação.

Para subir essa escada, os líderes precisam:

  1. Deixar o ego de lado e focar no coletivo.
  2. Adotar decisões baseadas em dados e evidências.
  3. Manter-se atualizados com as inovações tecnológicas e culturais.

Conclusão: Liderar com IA é Liderar o Futuro

Dominar a inteligência artificial, aliado à capacidade de interpretar dados e formular estratégias eficazes, é o próximo grande passo na jornada da liderança. Superar o ego e adotar a IA como parceira estratégica é o caminho para navegar na transformação digital e impulsionar o sucesso organizacional.

Se você está pronto para enfrentar esses desafios e desbloquear seu potencial como líder digital, posso ajudar. Como coach executivo, meu papel é guiá-lo na jornada de autoconhecimento, adaptação tecnológica e evolução estratégica. Vamos juntos?

Eudaimonia na Liderança Executiva: Virtude e Propósito para Sucesso Sustentável

A filosofia grega antiga, com suas reflexões profundas sobre a natureza humana, a ética e o propósito da vida, continua a exercer uma influência significativa no mundo contemporâneo. Conceitos como a eudaimonia de Aristóteles, que enfatiza a realização pessoal através da virtude e do propósito, ressoam fortemente na busca moderna por bem-estar e liderança ética. As ideias de Platão sobre a justiça e a verdade, assim como as de Sócrates sobre a importância do autoconhecimento, oferecem fundamentos sólidos para debates atuais sobre moralidade, governança e desenvolvimento pessoal.

No mundo acelerado da liderança executiva, onde os critérios de sucesso muitas vezes se concentram em lucros trimestrais, participação de mercado e valor para os acionistas, o conceito antigo grego de eudaimonia oferece uma mudança refrescante e profunda. Enraizada na filosofia aristotélica, eudaimonia—comumente traduzida como “felicidade” ou “florescimento”—transcende o prazer fugaz e as conquistas efêmeras, enfatizando uma vida de virtude, propósito e bem-estar holístico. Integrar esta filosofia atemporal no coaching executivo, combinado com os princípios da inteligência emocional e os critérios ESG (Ambiental, Social e Governança), pode cultivar líderes que não apenas alcançam sucesso sustentável, mas também levam vidas de profunda realização e integridade ética.

Eudaimonia não se trata apenas de sentir-se bem ou acumular riquezas; trata-se de realizar o próprio potencial e viver uma vida de acordo com a razão e a virtude. Aristóteles postulava que a verdadeira felicidade surge de viver uma vida que expressa nossos valores mais profundos e maiores potenciais. Isso envolve atividade virtuosa, desenvolvendo e exercendo virtudes morais e intelectuais; racionalidade, tomando decisões baseadas na razão e considerações éticas; realização a longo prazo, buscando metas que contribuam para uma vida significativa e com propósito; e a integração de bens externos, reconhecendo que certas condições externas, como saúde e relacionamentos de apoio, são necessárias para viver bem.

O coaching executivo, tradicionalmente focado em aprimorar habilidades de liderança e alcançar metas profissionais, pode ser profundamente enriquecido ao incorporar os princípios de eudaimonia, inteligência emocional (IE) e ESG. A ética das virtudes enfatiza o caráter e as virtudes morais, como coragem, temperança, sabedoria e justiça. No coaching executivo, os coaches podem ajudar os líderes a identificar suas virtudes principais e áreas para crescimento através de ferramentas como a Pesquisa de Forças de Caráter VIA. As sessões de coaching podem focar no desenvolvimento dessas virtudes no contexto da liderança, incentivando os líderes a agir com integridade, justiça e empatia em seus papéis profissionais.

A inteligência emocional, a habilidade de reconhecer, entender, gerenciar e usar as emoções de maneira eficaz, é crucial para alcançar a eudaimonia. Líderes com alta IE estão mais bem equipados para navegar em interações sociais complexas, construir relacionamentos fortes e tomar decisões que considerem o impacto emocional sobre si mesmos e os outros. Incorporar IE no coaching envolve desenvolver autoconsciência, autorregulação, motivação, empatia e habilidades sociais.

Aristóteles destacou a importância da racionalidade para alcançar a eudaimonia. Para os executivos, isso significa julgamento fundamentado, onde os coaches podem introduzir estruturas para a tomada de decisões racionais que equilibram a perspicácia empresarial com considerações éticas, garantindo que as decisões contribuam para o sucesso a longo prazo e o bem-estar das partes interessadas. Práticas reflexivas, incentivando a reflexão regular, ajudam os líderes a avaliar o alinhamento de suas decisões com seus valores e metas a longo prazo.

Eudaimonia envolve buscar metas que realizem o potencial de cada um e contribuam para o bem maior. A liderança orientada por propósito pode ser fomentada através do coaching, ajudando os executivos a articular uma visão clara e orientada por propósito para sua liderança e sua organização, alinhando metas profissionais com valores pessoais e contribuições sociais. O estabelecimento de metas, dividindo aspirações a longo prazo em etapas acionáveis e gerenciáveis, garante progresso contínuo em direção a objetivos significativos.

Reconhecendo a importância dos bens externos, o coaching executivo pode abordar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, desenvolvendo estratégias para garantir que os líderes mantenham um equilíbrio saudável entre responsabilidades profissionais e bem-estar pessoal. Além disso, fomentar relacionamentos positivos dentro e fora do local de trabalho, enfatizando o valor da confiança, respeito e colaboração, é crucial.

A integração dos critérios ESG (Ambiental, Social e Governança) no coaching executivo reforça ainda mais essa abordagem holística. ESG envolve práticas que garantem que as operações da empresa respeitem o meio ambiente, promovam justiça social e mantenham altos padrões de governança. No coaching executivo, isso se traduz em:

  • Ambiental: Incentivar líderes a adotar práticas sustentáveis, reduzindo a pegada de carbono da empresa e promovendo iniciativas ecológicas.
  • Social: Focar na responsabilidade social corporativa, assegurando que as práticas da empresa beneficiem a comunidade e respeitem os direitos humanos.
  • Governança: Promover transparência, ética e responsabilidade nas práticas de gestão e na tomada de decisões.

Resiliência e autossuficiência são cruciais para a eudaimonia sustentada. O treinamento em resiliência, incorporando técnicas como mindfulness, gerenciamento de estresse e adaptabilidade, é essencial para navegar nas complexidades dos papéis executivos. Incentivar uma mentalidade de aprendizado e crescimento contínuos permite que os líderes se adaptem e prosperem em ambientes em mudança.

Considere o caso de um executivo sênior em uma corporação multinacional enfrentando esgotamento e dilemas éticos. Através de uma abordagem eudaimônica no coaching, integrada com inteligência emocional e os critérios ESG, o executivo redescobre sua paixão por práticas empresariais sustentáveis. Focando em virtudes como justiça e temperança, ele implementa práticas trabalhistas mais justas e métodos de produção mais sustentáveis. Ele toma decisões estratégicas que equilibram lucratividade com responsabilidade ambiental e estabelece metas a longo prazo alinhadas tanto com a realização pessoal quanto com a responsabilidade social corporativa. Desenvolver uma cultura corporativa que priorize o bem-estar dos funcionários, o comportamento ético e a sustentabilidade ambiental leva a uma realização pessoal e redução do estresse para o executivo, enquanto a corporação se beneficia de uma reputação aprimorada, satisfação dos funcionários e sucesso sustentável.

Integrar os conceitos de eudaimonia, inteligência emocional e ESG no coaching executivo oferece uma abordagem holística para o desenvolvimento da liderança. Incentiva os líderes a cultivar virtudes, tomar decisões racionais e éticas, buscar metas significativas e criar ambientes de apoio. Isso não apenas leva à realização pessoal e profissional, mas também promove o sucesso organizacional sustentável e o impacto social positivo. Em um mundo onde a liderança é frequentemente medida por ganhos a curto prazo, abraçar eudaimonia, inteligência emocional e os princípios ESG pode redefinir o sucesso e levar a uma vida florescente para os executivos e as comunidades que eles influenciam.

Desenvolvendo a Inteligência Emocional: Um Guia Prático

Em um mundo em constante mudança e desafios, a inteligência emocional emerge como uma habilidade fundamental para o bem-estar pessoal e sucesso profissional.

Vou apresentar a você o conceito de inteligência emocional e compartilhar os passos práticos para desenvolvê-la em sua jornada pessoal e profissional.

O que é Inteligência Emocional? A inteligência emocional é a capacidade de reconhecer, compreender e gerenciar nossas próprias emoções, bem como de nos conectarmos empaticamente com as emoções dos outros. Essa habilidade nos permite enfrentar desafios com resiliência, melhorar nossos relacionamentos interpessoais e tomar decisões mais informadas.

Por que Desenvolver a Inteligência Emocional? O desenvolvimento da inteligência emocional tem um impacto significativo em todas as áreas da vida. Ao compreender melhor nossas emoções, podemos evitar reações impulsivas e tomar decisões mais ponderadas. Além disso, aprimorar a empatia nos permite estabelecer conexões mais genuínas com os outros e construir relacionamentos saudáveis e produtivos.

Passo a Passo para Desenvolver a Inteligência Emocional:

1. Autoconsciência: O primeiro passo é o autoconhecimento. Tire um momento para refletir sobre suas emoções em diferentes situações. Identifique os gatilhos que despertam sentimentos específicos e como você costuma reagir a eles.

2. Pratique o Mindfulness: O mindfulness é uma prática valiosa para se tornar mais consciente do momento presente. Experimente técnicas de meditação e respiração profunda para se conectar com suas emoções sem julgamento, aumentando sua capacidade de responder, em vez de reagir impulsivamente.

3. Identifique Padrões Emocionais: Ao analisar suas experiências passadas, identifique padrões emocionais que se repetem em diferentes situações. Ao compreender esses padrões, você pode começar a prever suas reações e, assim, adotar uma abordagem mais equilibrada.

4. Desenvolva Empatia: Pratique colocar-se no lugar dos outros e tente compreender suas emoções e perspectivas. A empatia fortalece os laços interpessoais e ajuda na resolução de conflitos de forma mais positiva.

5. Aprimore a Comunicação: Melhore suas habilidades de comunicação, ouvindo ativamente os outros e expressando suas próprias emoções de forma clara e respeitosa. Uma comunicação eficaz é essencial para construir relacionamentos saudáveis.

6. Gerencie o Estresse: Aprenda a lidar com o estresse de maneira saudável e construtiva. Encontre atividades que o ajudem a relaxar e a recarregar as energias, permitindo que você lide com situações desafiadoras com mais tranquilidade.

7. Desenvolva Resiliência Emocional: Cultive a capacidade de se recuperar de contratempos e desafios. Ao desenvolver resiliência emocional, você estará mais preparado para enfrentar adversidades e manter uma perspectiva otimista.

8. Pratique a Escuta Ativa: Quando estiver em uma conversa, ouça atentamente o que o interlocutor está dizendo e observe suas expressões não-verbais. A escuta ativa demonstra empatia e melhora a qualidade de suas interações.

9. Responda, Não Reaja: Antes de agir, tire um momento para refletir sobre suas emoções e as possíveis consequências de suas ações. Opte por respostas ponderadas e construtivas em vez de reações impulsivas.

10. Busque Feedback: Peça feedback a amigos, familiares ou colegas de confiança sobre como você lida com suas emoções e interações. O feedback construtivo pode ajudá-lo a identificar áreas para aprimorar sua inteligência emocional.

Desenvolver a inteligência emocional é um processo contínuo e enriquecedor que traz benefícios notáveis para todas as áreas de nossas vidas. Ao abraçar a jornada de autoconhecimento e práticas conscientes, podemos nos tornar seres mais equilibrados, empáticos e resilientes, preparados para enfrentar qualquer desafio que a vida nos apresente. Invista em seu crescimento emocional e descubra como a inteligência emocional pode abrir portas para um futuro mais gratificante e bem-sucedido.

Mindfulness: A chave para desenvolver a inteligência emocional no ambiente corporativo

No ambiente corporativo acelerado em que vivemos atualmente, os executivos enfrentam uma enorme pressão para lidar com desafios complexos, tomar decisões críticas e liderar suas organizações rumo ao sucesso. Nesse contexto, a inteligência emocional desempenha um papel fundamental na liderança eficaz e na promoção de uma cultura corporativa positiva. O mindfulness, uma prática profundamente enraizada na autoconsciência e no foco no momento presente, oferece  uma poderosa ferramenta para desenvolver a inteligência emocional. Ao adotar o mindfulness, podemos cultivar a autoconsciência, empatia e tomada de decisões eficazes, resultando em uma melhoria nos resultados da liderança e no sucesso organizacional.

Desenvolvimento da autoconsciência: O mindfulness serve como base para desenvolver a autoconsciência, um aspecto crucial da inteligência emocional. Ao praticar o mindfulness, pode-se cultivar uma compreensão profunda de suas próprias emoções, gatilhos e padrões de comportamento. Essa autoconsciência aprimorada permite que os líderes reconheçam seus pontos fortes, fraquezas e preconceitos, possibilitando que tomem decisões conscientes em vez de reagir impulsivamente. A autoconsciência também promove a autenticidade e a transparência, criando um ambiente em que os funcionários se sintam valorizados e compreendidos.

Cultivo da autorregulação: As práticas de mindfulness permitem que os executivos desenvolvam a autorregulação, uma habilidade vital para a liderança eficaz. Ao incorporar o mindfulness em suas rotinas diárias,  desenvolve-se  a capacidade de observar seus pensamentos e emoções sem julgamento ou reatividade imediata. Essa pausa entre o estímulo e a resposta capacita os líderes a regular suas reações emocionais, tomar decisões ponderadas e manter a compostura durante situações de alta pressão. A autorregulação também estabelece um exemplo poderoso para os funcionários, incentivando-os a gerenciar suas emoções de forma eficaz.

Fomento da empatia: A empatia é uma característica fundamental dos líderes emocionalmente inteligentes, e o mindfulness pode ser um catalisador para o seu desenvolvimento. Por meio das práticas de mindfulness,  e possível  cultivar uma conexão profunda com suas próprias emoções, promovendo a autocompaixão e a compreensão. Essa maior autoconsciência e autocompaixão, por sua vez, aprimoram sua capacidade de se colocar no lugar dos outros e compreender as experiências e emoções de seus funcionários. O mindfulness ajuda a se tornarem ouvintes ativos, criando uma cultura de comunicação aberta e promovendo a confiança dentro da organização.

Facilitação da tomada de decisões eficazes: O mindfulness aprimora a capacidade de tomada de decisões permitindo que façam escolhas a partir de um lugar de clareza e presença. Ao praticar o mindfulness, cultiva-se a habilidade de se desligar das distrações, focar no momento presente e acessar sua intuição. Essa maior percepção permite que os líderes considerem múltiplas perspectivas, avaliem riscos e tomem decisões alinhadas com seus valores e com os interesses de longo prazo da organização. A tomada de decisões consciente leva a resultados melhores, reduz o estresse e aumenta o engajamento dos funcionários.

Promoção da resiliência e bem-estar: As práticas de mindfulness promovem a resiliência e o bem-estar, contribuindo para sua inteligência emocional como um todo. Ao incorporar o mindfulness em suas rotinas, pode-se reduzir o estresse, melhorar sua capacidade de lidar com adversidades e manter um equilíbrio saudável entre trabalho e vida pessoal. Essa resiliência permite que os líderes enfrentem desafios com equanimidade, sirvam como exemplo positivo para suas equipes e promovam uma cultura corporativa que priorize o bem-estar dos funcionários. Executivos mindful estão mais atentos às suas próprias necessidades e às de seus funcionários, criando um ambiente que incentiva o crescimento e o florescimento de todos.

No ambiente corporativo, onde a excelência na liderança e a inteligência emocional são fundamentais para o sucesso, o mindfulness serve como uma prática transformadora. Ao incorporar o mindfulness em suas rotinas diárias, os executivos podem desenvolver a autoconsciência, autorregulação, empatia e habilidades eficazes de tomada de decisões. Isso, por sua vez, promove uma cultura corporativa positiva, melhora o engajamento dos funcionários e impulsiona o sucesso organizacional. Ao abraçar o mindfulness como um aspecto central da liderança,  habilitando os lideres  a navegar por desafios, inspirar suas equipes e criar um ambiente de trabalho que promova o bem-estar e o crescimento para todos.

Como o coach executivo pode ajudar a desenvolver mindfulness ?

O coach pode desempenhar um papel significativo no auxílio aos clientes a desenvolver o mindfulness, que é a prática de estar conscientemente presente no momento presente, com atenção plena e sem julgamentos. O mindfulness é uma ferramenta poderosa para aumentar a consciência, reduzir o estresse e melhorar o desempenho pessoal e profissional. Aqui estão algumas maneiras pelas quais o coach executivo pode ajudar os clientes a desenvolver o mindfulness:

  1. Educação sobre mindfulness: O coach pode fornecer informações e educação sobre o que é o mindfulness, seus benefícios e como pode ser aplicado na vida pessoal e no ambiente de trabalho. Isso ajudará os clientes a compreender a importância dessa prática e motivá-los a incorporá-la em suas rotinas diárias.
  2. Práticas guiadas: O coach pode conduzir sessões de prática de mindfulness com os clientes. Essas sessões podem incluir meditações guiadas, exercícios de respiração consciente e outras técnicas de atenção plena para ajudar os clientes a desenvolverem a habilidade de focar sua atenção no momento presente.
  3. Identificação de pontos de estresse: O coach pode ajudar os clientes a identificar os pontos de estresse em sua vida profissional e pessoal. O mindfulness pode ser aplicado para gerenciar melhor esses momentos de tensão, permitindo que os clientes mantenham a calma e abordem os desafios de forma mais equilibrada e eficaz.
  4. Autogerenciamento emocional: O mindfulness ajuda as pessoas a desenvolverem uma maior consciência de suas emoções e reações automáticas. O coach pode apoiar os clientes a reconhecerem suas respostas emocionais, entendê-las e escolherem reações mais adequadas em situações desafiadoras.
  5. Foco e produtividade: O coach pode orientar os clientes a aplicarem o mindfulness para melhorar seu foco e concentração no trabalho. Isso pode levar a um aumento da produtividade, eficiência e capacidade de tomar decisões mais acertadas.
  6. Autoconhecimento e autorreflexão: O mindfulness promove a autorreflexão e o autoconhecimento. O coach pode incentivar a pratica do mindfulness para desenvolverem uma compreensão mais profunda de suas habilidades, valores, pontos fortes e áreas de melhoria.
  7. Cultivo de relacionamentos interpessoais: O mindfulness também pode ser aplicado para melhorar os relacionamentos interpessoais e a comunicação. O coach ajuda os clientes a aplicarem a atenção plena nas interações com colegas, subordinados e superiores, o que pode melhorar a empatia, a escuta ativa e a resolução de conflitos.

Em suma, o coach executivo pode ser um facilitador valioso para ajudar os clientes a desenvolverem o mindfulness em suas vidas profissionais e pessoais. Ao fornecer orientação, suporte e práticas específicas, o coach pode capacitar os clientes a cultivarem uma mentalidade mais consciente, levando a um maior bem-estar e sucesso em suas carreiras e vidas em geral

O mindset das palavras

Um estudo sobre os pensamentos e o impacto na saúde não seria completo sem examinar as palavras, fruto dos pensamentos. As palavras que usamos são forças vitais eletromagnéticas e quânticas que vêm do pensamento de dentro do nosso cérebro que você constrói em sua mente pensando, sentindo e escolhendo ao longo do tempo. As palavras contêm uma energia e refletem seus pensamentos, influenciando o mundo ao seu redor e as circunstâncias da vida. As palavras são portanto muito úteis, pois fornecem uma visão sobre o que está te segurando ou impulsionando para frente.

As palavras que falamos se alimentam de pensamentos físicos que foram construídos na mente, reforçando a memória de onde vieram.

Quando fazemos declarações negativas, liberamos substâncias químicas negativas. Essas matérias químicas permitem que as memórias negativas se tornem mais fortes, especialmente se continuamos a permitir que os pensamentos negativos dominem o pensamento constante. Tudo o que pensamos mais, cresce. Quando constantemente pensamos e falamos sobre algo negativo isso pode se tornar uma fortaleza negativa que controla a atitude e a vida. Cada vez que pronunciamos uma declaração negativa, liberamos energia quântica negativa que perturba o equilíbrio dos peptídeos, o que afeta o ambiente do cérebro e coloca o corpo em estresse tóxico.

Por outro lado, quanto mais você fala positivamente, mais você pensa positivamente. Atenção! estou me referindo sobre “alem” de falar positivamente ou repetir afirmações positivas como um papagaio, enquadrar seu mundo com palavras positivas não é o mesmo que agir positivamente.  O problema com afirmações positivas, per se, é que elas operam no nível superficial do pensamento consciente, mas não se alinham com a mente inconsciente, onde as crenças limitantes realmente residem.

Suas palavras devem ser respaldadas por honestidade e integridade, ou o que, em termos psicológicos, é chamado de congruência cognitiva. A afirmação positiva só funciona quando você acredita no que diz. Se você mentir para si mesmo, experimentará dissonância cognitiva, o oposto da congruência cognitiva, que pode afetar sua saúde mental e física porque você está criando uma guerra interna. Purificar seus pensamentos e palavras tóxicos com afirmações de pensamento positivo é apenas uma solução temporária, uma abordagem superficial. 

O que você faz e diz exteriormente deve refletir realmente o que você pensa e acredita internamente.  A raiz (o que você realmente está pensando) e a fruta (o que você está dizendo) precisam alinhar-se, ou você criará um caos neuroquímico no cérebro.  A falta de congruência causa estresse toxico e afeta a forma como a informação é processada e a memória é construída. Estar intencionalmente mais consciente sobre o que você quer dizer, o que está dizendo e o que está realmente pensando sobre o que está dizendo, traz todos os tipos de recursos pré-frontais para ajudar a libertar a amígdala das emoções toxicas. Isso acontece porque quanto mais intencionalmente consciente você for, mais ativação você terá no córtex pré-frontal ventrolateral direito e menos ativação terá na amígdala em resposta.

Por exemplo: usar uma afirmação positiva como “Sou brilhante e bem-sucedido” pode sair pela culatra se não acreditar verdadeiramente e profundamente ao nível inconsciente. Para reconceituar  efetivamente  seu pensamento e suas palavras resultantes,  considere que você está se tornando, concentrando-se em seu progresso. Uma afirmação mais realista seria algo como: “Acredito que tenho potencial para liberar dentro de min, e a cada dia passarei de um a três minutos trabalhando consciente e deliberadamente para alcançar esse objetivo”. Então você  coloca um impulso positivo na realidade honesta do que você está sentindo no momento do agora. Você redesenha seu futuro, porque seu futuro está em suas mãos.

Enquadrar o mundo com suas palavras envolve substituir o pensamento negativo e as palavras, mudando sua mentalidade de palavras. Quando você começa a falar palavras positivas,  palavras que estão enraizadas no pensamento honesto, você literalmente destrói a velha memória tóxica e cria uma bela nova memória para substituir a dolorosa e opressiva. Obviamente, você ainda vai se lembrar do que aconteceu com você no passado, mas a memória foi reconceituada – ela não governa mais a sua vida. Em vez disso, torna-se uma parte rica no caminho da sua personalidade.

O pensamento congruente e  não as palavras positivas criam as mudanças necessárias no cérebro. Esse tipo  de pensamento leva tempo e esforço, porque você precisa estar ciente das suas palavras e da mentalidade por trás delas.  Essa consciência permite que você capture esses pensamentos e os altere. Você também não pode resolver um problema em um instante.  O sucesso vem da percepção de que nem sempre estamos à altura dos nossos sonhos. Muitas vezes temos que mudar nossa direção ou reconhecer que estamos evoluindo à medida que nos dirigimos para alcançar nossos objetivos.

Segue algumas dicas:

Reconheça que existe um problema observando as palavras que você esta usando e o impacto que elas têm em você, nas outras pessoas  e na sua vida. Torne-se intencionalmente consciente sobre isso.

Examine suas palavras e  compare-as com os pensamentos de onde elas vêm. São congruentes?

Pratique estar em superposição (consciente da estrutura e conteúdo das palavras)  e reserve um tempo para examinar suas palavras, pensando no que está errado, no que está certo e como você diz. Considere quem você está se tornando, concentrando-se em seu progresso.

Comece a substituir declarações negativas por positivas, pensando no tipo de mudanças que deseje na sua vida. Você pode reconceituar sua conversa interna como: “Eu estou trabalhando os meus pensamentos e palavras, estou progredido no meu processo, e está tudo bem”.  Desta forma será mais realista. Outro exemplo é dizer a si mesmo: “A cada momento estou me esforçando para ser mais consciente sobre como administro meu tempo e as minhas palavras”. Esta declaração reconhece o fato que você esta evoluindo e que você tem a opção de criar um futuro melhor para si mesmo.

Colocar o sentimento em palavras tem um tremendo efeito terapêutico em sua mente e cérebro.

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Validando a prática de Coaching

Coaching é uma prática em busca da sua espinha dorsal cientifica,  da sua base teórica e evidencias. Atualmente existem limitadas porem crescente conjuntos de evidencias da eficácia de coaching na psicologia positiva, também outro campo jovem no estudo do comportamento humano e cognitivo.  O sucesso das intervenções da psicologia positiva e programação neurolinguística, combinado com o crescente campo do coaching executivo, oferece uma rica oportunidade para desenvolver potencialmente os métodos de coaching transformacional (trabalhar com cada indivíduo no sentido de maximizar as capacidades da sua personalidade e a expansão dos horizontes do seu verdadeiro potencial)

Acredito que é possível se tornar um coach mais profundo, ajudando os clientes a alcançarem melhores resultados aprimorando métodos de coaching efetivos e identificar veículos de construção de engajamento (intervenções positivas). Os profissionais treinados adequadamente com técnicas de coaching embasados nas teorias da psicologia positiva, na mensuração valida dos estados e traços positivos, nas intervenções que funcionam e que sabem quando encaminhar um cliente para um profissional mais bem treinado, sera a meu ver, coaches de boa-fé da psicologia positiva. 

Coaching é uma profissão jovem que precisa de um rigor continuo para um futuro de sucesso, principalmente evitar se tornar um modismo ou pseudociência. 

Como coach certificado por dois institutos internacionais ICF – International Coaching Federation e ICC – International Coaching Community,   conto com mais de 12 anos de experiência internacional em desenvolvimento organizacional e de liderança, coaching executivos de nível C ou C-Suite. Minha missão é aprimorar minha presença de coach e aprender continuamente métodos de desenvolvimento pessoal  para me tornar um coach mais eficiente para o beneficio dos meus clientes. 
Neste artigo forneço uma ampla visão do processo de coaching abrangendo os desenvolvimentos mais recentes combinado com o campo da psicologia positiva. 
Compreender a definição, competências, processos, abordagens e eficácia do processo de coaching fornece um ponto de partida. Existem muitas definições de coaching. Hudson (1999) e Whitmore (1992) enfatizam o papel do coach como facilitador do aprendizado (desenvolvimento pessoal)  do cliente através da autodescoberta, mantendo uma orientação futura. Silsbee (2010) James Flaherty (2010) define coaching como “um relacionamento no qual uma pessoa se dedica principalmente a servir o desenvolvimento a longo prazo da eficácia e autogeração na outra”. Em essência, o coaching é um desenvolvimento pessoal e profissional individualizado. Além disso, os clientes buscam orientação porque querem mudar. A mudança é situacional (externa) e a transição é psicológica – a reorientação interna e a auto-redefinição são necessárias para incorporar a mudança na vida de alguém. Tudo o que requer é prestar atenção. Mais especificamente, exige uma atenção rigorosa aos hábitos da mente, crenças, suposições e comportamentos incorporados que o coach ajuda a moldar “quem somos no mundo”, elevando e comprometendo com novas possibilidades nas quais anteriormente não podíamos ver ou agir.
Esta descrição identifica a importância e a interação da atenção consciente, cognições, emoções, comportamentos e nossas reações físicas, a fim de ver novas possibilidades e criar mudanças. Neenan (2008) destaca que muitas vezes as pessoas tem dificuldades para fazer essas mudanças sozinhas devido a pensamentos e crenças autolimitantes, comportamentos contraproducentes e emoções problemáticas. Portanto, trabalhar com um coach profissional oferece a oportunidade de agir com esforços concentrados no próprio desenvolvimento com orientação e parceria profissional
Os coaches  oferecem competências e habilidades, conforme descrito pela Federação Internacional de Coaching. Eles são personalizados por programas de treinamento específicos que ensinam  competências como: diretrizes éticas, estabelecimento de contrato de coaching, confiança, criação de presença de coaching, liderança por trás, gerenciamento do lado sombrio, escuta ativa , fazer perguntas poderosas, comunicações diretas, gerenciando resistência, criando consciência, projetando ações, planejamento e estabelecimento de metas, e gerenciamento do progresso e a responsabilidade (accountability).

Conceitos de psicologia positiva e intervenções que são mais eficazes para os clientes no processo de coaching: Auto-Regulação, Auto-determinação, Auto-eficacia, Inteligência emocional, Teoria da esperança, Teoria do estabelecimento de teorias, Resiliência, Otimismo, Pontos fortes (caracter strenghts), Investigação apreciativa, Emoções positivas,  Capital Psicológico Positivo (PsyCap).

Além disso, existem vários modelos de processo de coaching, bem como modelos de mudança. Por exemplo, Egan (2002) oferece o modelo qualificado de ajuda: esclarecer questões-chave (histórias, identificar pontos cegos e alavancar a questão certa), identificar resultados desejados (possibilidades, objetivos e comprometimento realistas), desenvolver estratégias (ações possíveis, escolher melhor plano) e implementar. D. Peterson (2006) descreve o modelo de mudança de comportamento “The Pipeline do Desenvolvimento”, que eu uso rotineiramente com os clientes, como uma progressão através de insight, motivação, capacidades, prática do mundo real e responsabilidade. Este modelo destaca que a mudança é limitada pelo componente mais estreito do pipeline. 
Por exemplo, um cliente pode ter uma ótima visão sobre seu atual comportamento, mas falta motivação profunda para mudar. Embora existam pontos em comum nos processos de coaching e modelos úteis para entender a mudança, existem inúmeras abordagens para ajudar o cliente no ponto de conscientização.  Grant, Curtayne e Burton (2009) testaram a questão: “O coaching executivo pode ser eficaz?” Especificamente, se a participação em um programa de coaching estaria associada ao aumento do alcance de metas, ao aumento da resiliência e à diminuição da depressão, ansiedade e estresse, e aumento do bem-estar no local de trabalho. O método de pesquisa foi um estudo controlado randomizado de 41 executivos de agências de saúde, utilizando feedback de 360 graus, um workshop de liderança e quatro sessões de treinamento individuais. O treinamento seguiu uma abordagem focada na solução cognitivo-comportamental. A conclusão do estudo foi que, quantitativamente, o coaching resultou em maior alcance de metas, menor depressão e maior bem-estar no local de trabalho e, qualitativamente, o coaching aumentou a autoconfiança e a percepção pessoal, construiu habilidades gerenciais e ajudou os participantes na mudança organizacional. Além disso, os resultados mostram que mesmo o treinamento a curto prazo pode ser eficaz. O estudo é importante porque é o primeiro estudo controlado randomizado publicado com resultados quantitativos (além de qualitativos) sobre a eficácia do coaching executivo. Green, Oades e Grant (2006) conduziram estudos sobre os efeitos de um programa de treinamento de vida cognitivo-comportamental e de 10 semanas, focado em soluções, para testar sua hipótese de que o programa de treinamento levaria a um maior objetivo, bem-estar e esperança . Além disso, quaisquer ganhos alcançados seriam mantidos ao longo do tempo. O estudo utilizou atribuição aleatória e um grupo de controle da lista de espera. Eles descobriram que sua hipótese era fortemente apoiada por aumentos significativos na busca de objetivos, afetação positiva, bem-estar psicológico e esperança, com resultados mantidos por mais de 30 semanas. No geral, o estudo fornece evidências de que um treinamento cognitivo-comportamental e focado em soluções A abordagem do Coach é eficaz nos domínios relatados e que os ganhos podem ser mantidos ao longo do tempo em uma população não clínica. Além disso, fornece uma estrutura para futuros estudos baseados em evidências. Em 1998, como novo presidente da Associação Americana de Psicologia, o Dr. Martin Seligman desafiou a profissão de psicologia a ampliar seu foco para além dos problemas e patologia humanos, incluindo o estudo das forças e do bem-estar humano – basicamente, o que está dando certo – ou, florescente (Fowler, Seligman & Koocher, 1999). A teoria de Seligman (2010a) descreve o florescimento como maior bem-estar composto por emoções positivas, engajamento, relacionamentos, significado e conquista (PERMA).
É importante entender que a psicologia positiva é diferente das técnicas simples de auto-ajuda ou mesmo psicologia humanística histórica em pelo menos uma área-chave. Difere em sua ênfase na ciência. A psicologia positiva é dedicada a um estudo empírico rigoroso – para saber o que realmente resulta em resultados mensuráveis e refinar essas práticas para criar mudanças mais convincentes. Então, como conseguimos florescer? No campo da psicologia positiva, intervenções positivas são métodos para ajudar as pessoas a deixarem de languir para florescer. Pawelski (2003) descreve a psicologia positiva como um campo dedicado ao estudo, desenvolvimento e aplicação de intervenções positivas que visam aumentar o bem-estar através de fatores sob controle voluntário.  Agora, pouco mais de uma década desde o desafio de Seligman, os pesquisadores dentaram ações que levam a um maior bem-estar. As pesquisas cresceram e pesquisadores como Barbara Fredrickson e Ed Diener, estão provando não apenas relações correlacionais, mas também evidências causais que mostram que o aumento dos componentes do PERMA leva à melhoria da saúde mental, criatividade, cidadania, relacionamentos. , saúde e longevidade e desempenho no trabalho.

Como coach, é fundamental compreender como ajudar os clientes a alcançar um maior bem-estar através de intervenções positivas. Refiro-me a intervenções positivas como “engajamento construtivo para melhorar o nível de felicidade, bem-estar e prosperidade”. Isso evita alguns mal-entendidos ou críticas comuns no campo da psicologia positiva. Primeiro, o termo positivo é frequentemente criticado por implicar que a psicologia tradicional é negativa ou está no extremo oposto de um único espectro. Keyes (2009) sugere que a saúde mental e a doença mental estão em dois continuos diferentes. A saúde mental é mais do que a ausência de doença mental e o contínuo da saúde mental varia de languido a florescer. Embora exista uma correlação modesta entre os dois contínuos, os dados suportam fortemente o modelo de dois fatores (Keyes, 2009). Essa distinção é importante porque, para formuladores de políticas e profissionais, é importante reconhecer que a simples diminuição de condições específicas de doenças não aumentará diretamente as taxas de florescimento. Para ser uma nação saudável, não podemos simplesmente tratar doenças mentais. Devemos aumentar o número de indivíduos e comunidades que estão florescendo. Segundo, o termo intervenção oferece conotações como a implicação de que uma agência externa está abordando um problema. Em vez disso, ofereço engajamento, definido como “um estado ativo ou operacional” e “envolver-se”. 
O engajamento construtivo é menos sobre a definição de termos e mais sobre os resultados desejados, como melhorar o nível de emoções positivas, estilo explicativo (como interpretamos as coisas), nível de realização, senso de satisfação, nível de engajamento, relacionamentos, saúde, significado ou geral bem estar. Em termos simples, tudo se resume a mudanças positivas; mudança que leva a um maior florescimento e bem-estar. Para alcançar essa mudança, são desenvolvidos métodos de engajamento construtivos que utilizam vários constructos teóricos e pesquisados pela psicologia positiva, tais como: atenção e vontade conscientes, hábitos, auto-regulação, auto-determinação, auto-eficácia, inteligência emocional, teoria da esperança, objetivos. teoria do ambiente, conexão mente-corpo, atividade física, resiliência, forças do caráter, espiritualidade, investigação apreciativa, emoções positivas, fluxo e muitos outros. 
Acredito que é essencial entender os elementos filosóficos e empíricos do engajamento construtivo, a fim de ajudar os clientes na mudança. Ao entender a riqueza dos conceitos, podemos entender melhor quais compromissos podem ser mais úteis para alcançar os objetivos dos clientes. Além disso, entender o estado em conjunto da psicologia positiva e coaching é benéfico para o coach.


Coaching é um campo jovem que precisa de rigor contínuo para o sucesso futuro e para evitar se tornar um modismo ou pseudociência. Mantendo uma tensão entre rigor e abertura (produzindo crescimento criativo) enquanto se fundamentam em evidências, o coaching está emergindo como uma protociência que se move em direção à ciência normal. O coaching está florescendo à medida que uma pesquisa de coaching mais sofisticada está sendo conduzida e advertem que uma abordagem baseada em evidências é a base do sucesso. Este artigo é importante na medida em que avalia o estado atual do coaching e estabelece um método pelo qual o coaching pode evitar tornar-se autoajuda, psicologia popular ou pseudociência. 

As pessoas que gastam dinheiro em experiências em vez de bens de consumo são muito mais felizes

Quando é o dia de receber o salário e o dinheiro cai direto na sua conta, imediatamente  você começa  a passar o cartão, mais vezes em um dia quanto os dedos se movem quando se navega através do Facebook, Instagram e Tinder todos juntos.
A gratificação instantânea acompanhada das etiquetas de preço das roupas novas, tênis da moda e jóias caras é satisfatório
o suficiente para ser considerado um vício real.
Isso é crucial para nos lembrar da importância de investir ainda mais em experiências de vida.
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Na verdade, as pessoas mais felizes são aquelas que de uma certa forma conseguiram distanciar-se dos vícios das compras e gastos desnecessários.
Em vez disso essas pessoas investem o dinheiro em viagens, experiências e memórias, e  isso certamente compensa.
Se nós começarmos a investir em nosso futuro muito mais do que investimos em roupas, gadgets –  bens de consumo em geral,  nossa vida serà mais maravilhosa do que qualquer coisa que o dinheiro possa comprar.
 
“A vida é escrita com recordações, não com diamantes.”
Pense sobre isso: No final da sua vida, você ira lembrar que teve um Iphone 6  plus enquanto todos  ainda estavam usando o Iphone 5, ou você vai  lembrar das memórias que compartilhou com as pessoas que contribuíram para moldar quem você se tornou?
Um estudo publicado pelo Jornal de Psicologia Positiva mostra que as pessoas que compraram produtos caros ao invés de investir em experiências frequentemente desvalorizaram o novo  item imediatamente após a compra.
Os pesquisadores da San Francisco State University descobriram que: entender a vida é sobretudo baseado nas memórias que nós criamos, porém nós somos capturados pelas tendências e demandas que nós induzem a fazer compras que inevitavelmente nos arrependemos, de acordo com the Huffington Post.
Mesmo antes de fazer as compras, os participantes do estudo disseram que experiências de vida seriam muito mais beneficentes do que comprar o primeiro  e maior item na lista de desejo de consumo.
Depois de  ter comprado algo de desejo temporário, os participantes logo notaram que seria melhor ter gastado  o dinheiro em uma experiência, que aumentaria sua felicidade por um período mais  longo e sustentável.
“Foco naquilo que te faz feliz, não no que te faz famoso.”
Nós somos como os produtos da nossa sociedade: brilhantes, caros e exclusivos que trocamos diariamente, e ainda mais.
O que nos separa dos nossos ancestrais é que nos desenvolvemos em um mundo de redes sociais, e quase tudo que compramos é fotografado e exposto para em uma auto-promoção.
O Dr. Thomas Gilovich psicólogo e  professor na Cornell University, tem procurado pela conexão entre dinheiro e a felicidade.
Ele afirma:
Nos compramos coisas que nos fazem felizes, e obtemos a felicidade. Mas apenas por um período. Coisas novas são excitantes no começo, porém nós nos acostumamos a isso.
Dr. Gilovich  afirma:
“Eu não estou dizendo que você nunca deve se recompensar por um mês de trabalho duro com uma roupa nova ou uma noite extravagante, mas os maiores investimentos devem ir em direção as experiências que criam memórias ao longo da vida, em vez de um item que vai perder seu fator “moda” dentro alguns anos (isso se você tiver sorte).”
Nossas experiências são uma parte maior de nós mesmos  que os bens materiais. Você pode realmente gostar das suas coisas. Você pode até pensar que parte da sua identidade está ligada a essas coisas, mas elas  ainda permanecem separadas do seu “Eu”. Em contraste, suas experiências são realmente parte de você. Nós somos a soma de todas as nossas experiências.
Abandone a etiqueta de preço e explore o mundo!
The Next Web reports:  Existem 79 milhões de Millennials somente nos Estados Unidos, três milhões a mais do que a notória geração Baby Boomer que é responsável por muitos dos postos de trabalho, indústrias e programas do governo à disposição.
 
Mas as indústrias vão ter de reavaliar geração Y se quiserem nos direcionar em sua publicidade. A maioria de nós esta começando a perceber as vantagens inestimáveis de gastar o nosso dinheiro suado em coisas como viagens, educação e atividades criativas.

Os pesquisadores dizem que as empresas terão de se adaptar a essa mudança de mentalidade, a fim de competir e sobreviver no novo mundo desta geração.

Em última análise, estes são investimentos a longo prazo em nossa felicidade pessoal.
 
Gastar mais o nosso dinheiro em coisas que melhoram a nossa vida  com memórias de ouro e aventuras inesquecíveis – nós não estamos apenas mudando as indústrias que nos cercam, nós estamos derramando uma positividade muito necessária para iluminar o mundo.

A cada dia somos convencidos a comprar coisas que não precisamos, gastar dinheiro que não temos, comprar qualquer lixo que perde valor de compra em questão de semanas.
Geração-Y é uma dos maiores e mais influentes grupos da sociedade, e nós temos a capacidade única de controlar o destino das nossas carteiras e investimentos na vida.
Por que comprar o mais recente telefone celular quando você pode colocar esse $ 400  dólares em  uma passagem  de avião para um país onde nunca esteve antes?
 
Pessoas que constantemente vivem com seus objetivos futuros, investindo em felicidade na vanguarda de suas mentes tendem a viver vidas mais felizes do que o resto dos consumidores inundados em produtos.
Para concluir,  posso afirmar que:
A felicidade é um escolha
Ser feliz não é uma questão de quem você é, ou o que você faz ou o que você possui. Sentir feliz é uma escolha que você faz conscientemente. A felicidade não é uma consequência de fatores externos, felicidade é a lente escolhida para ver a realidade.  Para isso a única coisa que você precisa fazer é escolher ser feliz, você tem este poder, mesmo que encontre muitas circunstancias que apontem para o contrario.
A cada dia encontramos pessoas com muito menos do que nós possuímos: Menos dinheiro, menos oportunidades, menos amor e afeto; em muitos casos as circunstancias físicas são completamente irrelevantes ao estado emocional.  Esta é a maior prova de que a felicidade é um estado mental, e não o resultado de conquistas materiais.
Eu não estou encorajando você a abandonar seus objetivos e ambições, porem não acredito que somente  esses objetivos irão fazer você feliz.  Se você esta procurando felicidade em circunstancias externas, você poder ficar decepcionado.
Persiga os seus objetivos porque você quer ser melhor, acima de tudo para si próprio; persiga seus objetivos para ajudar os outros ou promover mudanças no mundo, mas faça isso a partir de uma posição de prazer e satisfação, e não porque você acredita que isto preenchera um vazio.
Pare de procurar pela felicidade, porque a felicidade não é algo se obtém, mas é uma escolha a ser feita.
Nós temos a obrigação de ser feliz.

Renato Moreira – Coach Executivo e palestrante de cursos de desenvolvimento pessoal. 
Sou originário de uma pequena cidade do interior de Minas Gerais, minha  aspiração para descobrir o mundo veio da minha querida avó, que adorava viajar até mesmo em idade avançava,  desde de pequeno acompanhava meu pai pelo interior do Brasil em seu caminhão, por estradas precárias como eram na década de 80, eu era sómente uma criança de 7 anos dormindo no desconforto e riscos na cabine de um caminhão, e ja experimentava a incomparável gratificação na descoberta de novos horizontes e novas experiências por acompanhar meu pai na sua árdua profissão.
Esta paixão por viagens e descobertas me levou aos quatro cantos do planeta, do conforto e riqueza cultural da Europa ao continente Áfricano, conhecendo a guerra civil na Angola e a pérola sudafrincana Cidade do Cabo, descobrindo o pais-continente Índia; subindo no topo das pirâmides de Gyza no Egito, bom, paro por aqui para não ficar cansativo com minha longa lista de lugares visitados e ainda muitos a visitar.
Nos últimos dez anos desenvolvi uma carreira como coach executivo com clientes que vão dos extravagantes do Qatar aos dedicados executivos da Áustria. Hoje vivo entre os Países Baixos e o Brasil.

A nossa maior força vem dos nossos lugares mais escuros

Qualquer pessoa pode se sentir confiante e otimista quando a vida corre bem, mas o que podemos dizer quando as coisas ficam difíceis? É ai que o verdadeiro crescimento acontece.
Todos nós temos recordações de sair fora da nossa estrada quando a vida nos apresenta desafios!
Como lidamos com isso? Como usamos a oportunidade para crescer?
As vezes nos perguntamos: O que esta controlando a nossa vida?
Um fato que sabemos sobre a vida é que ela esta sempre mudando, é como uma montanha russa, as vezes estamos no alto as vezes estamos em baixo, as vezes as coisas vão muito bem as vezes  vão muito mal,  as vezes estamos triste as vezes estamos felizes, isto é o que chamamos VIDA.
Quando começamos a aceitar  que a vida tem momentos altos e baixos, nos momentos baixos é onde o crescimento acontece,  é ali onde o verdadeiro trabalho acontece!
O verdadeiro desafio é quando estamos no chão!
Como você enfrenta os desafios?

Segue o relato de um meu cliente.

 
Há alguns anos, ele se descobriu absorvido num padrão de frustração e raiva. Ele via problemas por todos os lados que se virava. A esse ponto, pensar positivamente não figurava no alto da lista de soluções. Afinal ele era inteligente, e pessoas inteligentes não fazem as coisas parecerem positivas quando não são! Havia muitas pessoas ao seu redor que concordavam com essa ideia (que também se sentiam frustadas com suas vidas!). Ele era incrivelmente negativo na ocasião, e via as coisas piores do que eram. Ele usava o seu pessimismo como escudo. Era uma fraca tentativa de se proteger da dor das expectativas fracassadas: Ele faria qualquer coisa para não ficar desapontado outra vez. Ao adotar esse padrão, a mesma barreira que protegia da dor, isolava do prazer.  Ho impedia de encontrar soluções, e se enterrava em uma tumba emocional, onde nunca se experimenta, onde sempre se justifica as ações limitadas com o argumento – “estou sendo apenas realista”. 

Um dos fundamentos da PNL é a oposição entre fracasso e feedback. Não existe fracasso, o que existe são apenas resultados, que podem ser usados como feedback, correções úteis e uma esplendida oportunidade para aprender algo que passou despercebido. O fracasso é apensas uma forma de descrever um resultado indesejável. Podemos usar os resultados para reorientar nossos esforços. O feedback faz com que não percamos nosso objetivo de vista. O fracasso é um beco sem saída. São duas palavras que representam duas maneiras totalmente diferentes de pensar.
Pessoas bem sucedidas consideram o fracasso parte do crescimento e uma oportunidade para aprender e progredir. Elas acreditam que, por mais que fracasse, vão se levantar e seguir em frente, mais fortes que antes.

Renato Moreira  Coach executivo
Como coach atuo com profissionais e empresarios que buscam desenvolver uma performance criativa e inovadora em ambientes altamente produtivos. Esses profissionais estão dispostos a agir com coragem para atingir os seus objetivos e assumir os riscos necessários para alcançá-los.

3 decisões que ditam a qualidade da vida!

Não tem nada pior do que uma pessoa rica que é cronicamente nervosa e infeliz. Não encontro desculpas para isso, mesmo assim eu vejo este fenômeno todos os dias. Isto  é o resultado de uma vida desiquilibrada, com muitas expectativas e sem apreciação suficiente por aquilo que foi conquistado.
Sem gratidão e apreciação por aquilo que possue, você nunca descobrirá a verdadeira realização, a profunda sensação de satisfação. Então como cultivar o equilíbrio na vida? Qual é a razão da conquista se a vida não tem equilíbrio.
Como coach tive o privilegio de trabalhar com CEOs de grandes empresas, executivos, empreendedores, profissionais dos setores mais variados e aprendi que  a qualidade da nossa vida é ditada pelas nossas decisões.
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Primeiro, cuidadosamente escolha no que focar, a cada  momento, milhões de estímulos  competem pela sua atenção, você pode focar naquilo que esta acontecendo neste momento ou no que você quer criar no futuro ou focar no passado, a onde o foco está a energia flui, a onde você direciona o foco a sua vida molda-se!
Em qual área você costuma focar mais: no que você tem ou no que está faltando?
Eu tenho certeza que você pensa nas duas, mas se você examinar os pensamentos habituais qual seria o que você passa mais tempo?
Em vez de focar no que você  não possue e invejar aqueles que estão melhores financeiramente, talvez você deveria reconhecer que você possue  muito para sentir-se grato,  muitas vezes  não tem nada a ver com bens materiais. Você pode ser grato pela sua saude, família, amigos, oportunidades e pela a sua mente.
Desenvolver o hábito de apreciação pelo que você possue cria um novo nível de bem estar emocional e riqueza. Mas a pergunta é: você toma o tempo necessário para sentir a gratidão profunda com a tua mente, corpo, coração e alma ? Com que freqüência você para pra refletir sobre as suas conquistas ? É ali que encontrará alegria, felicidade e realização.
Considere um outro ponto, onde focar o que afeta a qualidade da sua vida: você costuma focar no que você pode controlar ou no que você não pode controlar ?
Se você focar no que você não pode controlar, terá mais estress na vida. Você pode influênciar muitos aspectos da sua vida  mas normalmente não poderá controlá-los.
Quando você adota esta estratégia de foco a sua mente tem que tomar outras decisões.
Segundo,  significado!
Como você sente sobre a sua vida não tem nada a ver com os acontecimentos ou a sua situação financeira ou sobre o que aconteceu ou não para você. A qualidade da sua vida é controlada pelo significado que você dá a esses acontecimentos.
Na maioria das vezes você pode não estar consciente do efeito da sua mente inconsciente na atribuição dos significados e acontecimentos da vida.
Quando acontece alguma coisa que pertuba a sua vida (um acidente de carro, uma questão de saúde, uma perda de emprego) você tende a pensar que este é o fim ou o começo?
Se alguém te confronta,  esta pessoa está te insultando, te ensinando ou realmente se preocupando com você?
Será que enfrentar um problema devastador significa que Deus está punindo ou desafiando você ?
Sua vida tem o significado que você dá a ela! Cada significado vem com uma sensação única ou emoção e a qualidade da sua vida envolve como você vive emocionalmente.
Quando você da um novo sentido, uma razão para viver ou uma crença, você será mais forte. Quando as pessoas mudam o seu foco habitual e significados não há limites para o que a vida pode se tornar. A mudança de foco é uma mudança de significado, que pode literalmente alterar a bioquímica de alguém em minutos.
Então tome controle e lembre: significado é igual a emoção e a emoção é igual a vida. Escolha conscientemente e com sabedoria onde focalizar. Encontre um significado poderoso em cada evento e você encontrará a riqueza.
Terceiro, o que fazer a respeito!
As suas ações são fortemente moldadas pelo estado emocional em que você está. Se você está com raiva, você vai se comportar  de maneira muito diferente do que se você estiver sentindo brincalhão ou ultrajante.
Se você quiser dar forma as suas ações, a maneira mais rápida é a mudança no que focar assim mudando para algo mais empoderado.
Algumas pessoas expressam raiva em silêncio, outros em voz alta ou violentamente. No entanto, outros suprimem apenas para procurar uma oportunidade passivo-agressivo para recuperar a vantagem ou mesmo vingança.
De onde vêm esses padrões?
Nos tendemos a modelar nossos comportamentos baseados sobre aquelas pessoas que respeitamos, admiramos, nos identificamos e gostamos.
Quando as pessoas te deixam irritado ou frustado frequentemente você rejeite este comportamento, mas acabamos nos comportando desse modo, esses são comportamentos que foram testemunhados por  nós durante a nossa infância e juventude e nos incomodam.
E muito util tornarmos cientes dos nossos padrões quando estamos frustados, irritados ou sentido solitário, você só poderá mudar seus padrões  se você estiver ciente deles!
Agora que você está ciente do poder das três decisões, comece a procurar modelos de pessoas que estão experienciando o que você quer da vida. Eu prometo a você que aqueles que possuem um relacionamento apaixonado com a vida  têm um foco totalmente diferente e  eles encontram significados totalmente diferentes para os desafios, muito mais do que as pessoas que estão constantemente brigando ou lutando.
Quando você se torna ciente das diferenças no modo de se aproximar a estas três decisões, você vai ter um caminho para ajudá-lo a criar uma mudança positiva  e permanente em qualquer área da vida.

Renato Moreira  Coach executivo
Como coach atuo com profissionais e empresarios que buscam desenvolver uma performance criativa e inovadora em ambientes altamente produtivos. Esses profissionais estão dispostos a agir com coragem para atingir os seus objetivos e assumir os riscos necessários para alcançá-los.